terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O COELHO AMARELO

O COELHO AMARELO

A sapinha Amélia levou para casa um desenho para pintar.

- Tia! Olha o coelho que a professora mandou colorir!

Sapabela ficou tão entusiasmada que levou a sobrinha para passear e comprou para ela uma caixa com 36 lápis de cores.

Os olhos da pequena brilharam.

Ao chegar em casa usou os 36 lápis para colorir o coelho.

Quadriculou todo o desenho e só terminou quando usou a última cor.

Na escola mostrou toda orgulhosa a sua arte para a professora.

Voltou para casa arrasada com um F de fraco.

- Não chore, querida. Amanhã você pergunta para a sua professora porque ela deu um F para você- disse a Sapabela, consolando-a.

E assim foi feito.

A professora explicou:

- Onde já se viu pintar coelho com 36 cores?

- E qual é a cor do coelho? – perguntou cabisbaixa a pobre sapinha.

- Amarelo! -  respondeu a professora -  Amarelo!

MARCIANO VASQUES
Ilustração de Daniela Alves Vasques

AS REFLEXÕES DA GATINHA

AS  REFLEXÕES DA GATINHA
  
Alvinha e Ulisses passeiam nos telhados quando o assunto começa:

- Ulisses: hoje estou com a minha porção Alvinha.

- Que negócio é esse?

- Estou refletindo as questões mais profundas...

- Agora entendi, isso é a porção Alvinha.

- Comecei! Ulisses: por que no mundo dos humanos tem tanta gente passando fome 

se a Terra é tão rica e farta?

- Porque os humanos são esquisitos gatinha. Uns repartem a riqueza entre si 

enquanto outros nada têm.

- Mas o mundo não é para todos?

- Seria, mas a coisa não é bem assim. Uns têm e outros não. E alguns só pensam em si, vivem na ostentação sem reparar que os outros estão completamente desamparados...

- É, um humano jamais será um gato.

- Como assim, Alvinha?

- Enquanto ele é alvo de sua própria ganância, o seu coração jamais será salvo 

porque  jamais será alvo.

- Alvo?

- Sim, cândido, puro, claro como...

- Como uma gata chamada Alvinha...

- Claro!


Sapabela, que passando por ali a tudo ouvia, exclamou para si :

- "Grande gatinha! Grande gatinha!"

MARCIANO VASQUES

Ilustração de Daniela Alves Vasques

LOS TRES CERDITOS/ OS TRÊS PORQUINHOS


LOS TRES CERDITOS

  
Al lado de sus padres , tres cerditos habian crecido alegres en una cabaña del bosque. Y como ya eran mayores, sus papas decidieron que era hora de que construyeran , cada uno, su propia casa.
Los tres cerditos se despidieron de sus papas, y fueron a ver como era el mundo.
El primer cerdito, el perezoso de la familia , decidio
hacer una casa de paja. En un minuto la choza estaba ya hecha. Y entonces se fue a dormir.
El segundo cerdito , un gloton , prefirio hacer la cabaña de madera. No tardo mucho en construirla.
Y luego se fue a comer manzanas.
El tercer cerdito , muy trabajador , opto por construirse una casa de ladrillos y cemento.
Tardaria mas en construirla pero estaria mas protegido. Despues de un dia de mucho trabajo, la casa quedo preciosa. Pero ya se empezaba a oir los aullidos del lobo en el bosque.
No tardo mucho para que el lobo se acercara a las
casas de los tres cerditos. Hambriento , el lobo se dirigio
a la primera casa y dijo:
- ¡Ábreme la puerta! ¡Ábreme la puerta o soplare y tu casa tirare!.
Como el cerdito no la abrio, el lobo soplo con fuerza, y derrumbo la casa de paja. El cerdito, temblando de miedo, salio corriendo y entro en la casa de madera de su hermano.
El lobo le siguio. Y delante de la segunda casa, llamo a la puerta, y dijo:
- ¡Ábreme la puerta! ¡Ábreme la puerta o soplare y tu casa tirare!
Pero el segundo cerdito no la abrio y el lobo soplo y soplo, y la cabaña se fue por los aires. Asustados, los dos cerditos corrieron y entraron en la casa de ladrillos de su otro hermano.
Pero, como el lobo estaba decidido a comerselos, llamo a la puerta y grito:
- ¡Ábreme la puerta!¡Ábreme la puerta o soplare y tu casa tirare!
Y el cerdito trabajador le dijo:
- ¡Soplas lo que quieras, pero no la abrire!
Entonces el lobo soplo y soplo. Soplo con todas sus fuerzas, pero la casa ni se movio. La casa era muy fuerte y resistente. El lobo se quedo casi sin aire.
Pero aunque el lobo estaba muy cansado, no desistia.
Trajo una escalera , subio al tejado de la casa y se
deslizo por el pasaje de la chimenea. Estaba empeñado en entrar en la casa y comer a los tres cerditos como fuera. Pero lo que el no sabia es que los cerditos pusieron al final de la chimenea, un caldero con agua hirviendo.

Y el lobo , al caerse por la chimenea acabo quemandose con el agua caliente. Dio un enorme grito y salio corriendo y nunca mas volvio.
Asi los cerditos pudieron vivir tranquilamente. Y tanto el perezoso como el gloton aprendieron que solo con el trabajo se consigue las cosas.


OS TRÊS PORQUINHOS
 

 Junto aos seus pais, três porquinhos haviam crescido alegres numa cabana na floresta. E como já eram maiores, seus papais decidiram que já era hora de cada um construir a sua própria casa.
Os três porquinho se despediram de seus papais e foram a ver como era o mundo.
O primeiro porquinho, o preguiçoso da família, decidiu fazer uma casa de palha. Em um minuto a palhoça estava já feita. Então ele foi dormir.
O segundo porquinho, um guloso, preferiu fazer a cabana de madeira. Não demorou muito em construí-la. E logo foi comer maçãs.
O terceiro porquinho, muito trabalhador, optou por construir uma casa de tijolo e cimento.
Demoraria mais em construí-la, porém estaria mais protegido. Depois de um dia de muito trabalho, a casa ficou preciosa. Porém já se começava a ouvir os uivos do lobo na floresta.
Não demorou muito para que o lobo se aproximasse às casas dos três porquinhos. Faminto, o lobo se dirigiu à primeira casa e disse:
- Abra-me a porta! abra-me a porta ou soprarei e sua casa derrubarei!
Como o porquinho não a abriu, o lobo soprou com força, e derrubou a casa de palha. O porquinho, tremendo de medo, saiu correndo e entrou na casa de madeira de seu irmão.
O lobo o seguiu, e diante da segunda casa, chamou à porta e disse:
- Abra-me a porta! Abra-me a porta! Ou soprarei e sua casa derrubarei!
Porém o segundo porquinho não a abriu e o lobo soprou, soprou e a casa foi aos ares. Assustados, os dois porquinhos correram e entraram na casa de tijolos de seu outro irmão.
Porém, como o lobo estava decidido a comê-los, chamou à porta e gritou:
- Abra-me a porta! Abra-me a porta! Ou soprarei e sua casa derrubarei!
E o porquinho trabalhador lhe disse:
- Sopras o quanto quiseres, porém não a abrirei.
Então o lobo soprou e soprou. Soprou com todas as suas forças, mas a casa nem se moveu. A casa era muito forte e resistente. O lobo ficou quase sem ar, porém ainda que o lobo estivesse muito cansado, não desistia.
Trouxe uma escada, subiu o telhado da casa, e deslizou pela passagem da chaminé. Estava empenhado em entrar na casa e a comer os três porquinhos lá fora.
Porém o que ele não sabia era que os três porquinhos puseram ao final da chaminé, um caldeirão com água fervendo.
E o lobo, ao cair pela chaminé, acabou queimando-se com água quente. Deu um enorme grito, saiu correndo e nunca mais voltou.
Assim os porquinhos puderam viver tranquilamente. E tanto o perigoso quanto o guloso aprenderam que só com o trabalho se consegue as coisas.


 Tradução do Espanhol: Marciano Vasques



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

AS AMIGAS E A APARÊNCIA

AS AMIGAS E A APARÊNCIA
Sapabela às vezes deixa o brejo e encontra suas amigas humanas, e uma delas é

Urânia.
- Tenho nojo de minhoca!


- Por que, Urânia?


- Sei não, a aparência, o jeito dela...


- Ela é benéfica para a terra.


- Eu sei, Sapabela. Aprendi num livro infantil que ela ajuda a terra a respirar. 


Também tenho nojo e medo de  aranha.


- Por causa, principalmente, da aparência!


- Você acha?


- Claro, Urânia! Infelizmente a aparência acaba assumindo uma importância que não devia.


Mas, mudando  de assunto, já sabe do novo morador da rua?


- Ouvi falar. É um menino poeta. Adora ler e escrever. Dizem que é muito educado e estudioso.


- Precisa conhecê-lo. Falando nisso, lá vem ele!


- Junto com aquele careca gordo?


- Não! Eu não falo do loirinho. O novo morador é o careca gordo.


Ao perceber que Urânia emudece, Sapabela comenta:


- Que foi Urânia? Algum problema com a aparência?


MARCIANO VASQUES
Ilustração: Daniela Alves Vasques
 
 

A MENINA E AS PEDRAS PRECIOSAS

A MENINA E AS PEDRAS PRECIOSAS


- Mãe!!! Já vou para a escola!

- Espere Liriodália, vou te dar um beijo.

Após receber o beijo da mãe, que fazia suspiro, a menina sai de casa feliz, suspirando:

- Mãe! Adoro merengue!

- Na volta, Querida! Na volta! Tchau!

- “Pronto: já consegui a primeira” – vai pensando a pequena, enquanto acena.

Caminha pela calçada e rodopia feliz ao ver um jardim florido. Sente toda a liberdade do mundo no  coraçãozinho, ao rodopiar entre as flores.


- Ah, que bom! Encontrei a segunda.


- Olá!- Diz a amiga Sapabela, que se aproxima cantando.


- Olá! Que maravilha! Encontrei a terceira.


Juntas vão para a escola. Sapabela cantarolando, Liriodália olhando as árvores, o 
azul, as nuvens, o sol, um girassol. Repentinamente exclama:


- Olha! Encontrei a quarta!


- “Pirou” – pensa a amiga.


Mais tarde, ao entrarem na Sala de Leitura, Lírio sussurra:


- Ah! Encontrei finalmente a quinta.


- O que você está falando afinal, Liriodália? – Pergunta Sapabela apreensiva.


- Hoje cedo ao sair da cama, falei que encontraria cinco pedras preciosas.


- E daí? Onde estão elas?


- Ora, o beijo da minha mãe; a liberdade no jardim; você, minha amiga  Sapabela, que trouxe a música; a  natureza; e a leitura. Não reconhece estas pedras preciosas?


MARCIANO VASQUES

Ilustração: Daniela Alves Vasques


 

RICITOS DE ORO/CACHINHOS DOURADOS

RICITOS DE ORO

Una tarde se fue Ricitos de Oro al bosque y se puso a recoger flores. Cerca de allí había una cabaña muy linda, y como Ricitos de Oro era una niña muy curiosa, se acercó paso a paso hasta la puerta de la casita. Y empujó.
La puerta estaba abierta. Y vio una mesa.

Encima de la mesa había tres tazones con leche y miel. Uno, grande; otro, mediano; y otro, pequeñito. Ricitos de Oro tenía hambre y probó la leche del tazón mayor. ¡Uf! ¡Está muy caliente!


Luego probó del tazón mediano. ¡Uf! ¡Está muy caliente! Después probó del tazón pequeñito y le supo tan rica que se la tomó toda, toda.

Había también en la casita tres sillas azules: una silla era grande, otra silla era mediana y otra silla era pequeñita. Ricitos de Oro fue a sentarse en la silla grande, pero ésta era muy alta. Luego fue a sentarse en la silla mediana, pero era muy ancha. Entonces se sentó en la silla pequeña, pero se dejó caer con tanta fuerza que la rompió.

Entró en un cuarto que tenía tres camas. Una era grande; otra era mediana; y otra, pequeñita.


La niña se acostó en la cama grande, pero la encontró muy dura. Luego se acostó en la cama mediana, pero también le pereció dura.

Después se acostó en la cama pequeña. Y ésta la encontró tan de su gusto, que Ricitos de Oro se quedó dormida.

Estando dormida Ricitos de Oro, llegaron los dueños de la casita, que era una familia de Osos, y venían de dar su diario paseo por el bosque mientras se enfriaba la leche.

Uno de los Osos era muy grande, y usaba sombrero, porque era el padre. Otro era mediano y usaba cofia, porque era la madre. El otro era un Osito pequeño y usaba gorrito: un gorrito pequeñín. El Oso grande gritó muy fuerte:


-¡Alguien ha probado mi leche!
El Oso mediano gruñó un poco menos fuerte:
-¡Alguien ha probado mi leche!
El Osito pequeño dijo llorando y con voz suave:
-¡Se han tomado toda mi leche!
Los tres Osos se miraron unos a otros y no sabían qué pensar. Pero el Osito pequeño lloraba tanto que su papá quiso distraerle. Para conseguirlo, le dijo que no hiciera caso, porque ahora iban a sentarse en las tres sillitas de color azul que tenían, una para cada uno.

Se levantaron de la mesa y fueron a la salita donde estaban las sillas.
¿Que ocurrió entonces?
El Oso grande grito muy fuerte:
-¡Alguien ha tocado mi silla!
El Oso mediano gruñó un poco menos fuerte:
-¡Alguien ha tocado mi silla!
El Osito pequeño dijo llorando con voz suave:
-¡Se han sentado en mi silla y la han roto!

Siguieron buscando por la casa y entraron en el cuarto de dormir. El Oso grande dijo:
-¡Alguien se ha acostado en mi cama!
El Oso mediano dijo:
-¡Alguien se ha acostado en mi cama!
Al mirar la cama pequeñita, vieron en ella a Ricitos de Oro, y el Osito pequeño dijo:
-¡Alguien está durmiendo en mi cama!
Se despertó entonces la niña, y al ver a los tres Osos tan enfadados, se asustó tanto que dio un brinco y salió de la cama.

Como estaba abierta una ventana de la casita, saltó por ella Ricitos de Oro, y corrió sin parar por el bosque hasta que encontró el camino de su casa.


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CACHINHOS DOURADOS



Certa tarde, Cachinhos Dourados foi à floresta e começou a colher flores. Perto dali havia uma cabana muito linda, e como Cachinhos Dourados era uma menina muito curiosa, aproximou-se, passo a passo da casinha.
Empurrou a porta, que  estava aberta, e viu uma mesa.
Sobre a mesa havia três tigelas com leite e mel. Uma grande, outra média, e outra pequeninha. Cachinhos Dourados tinha fome e provou o leite da tigela maior. Ufa! Está muito quente.
Logo provou da tigela média. Ufa! Está muito quente. Logo provou da tigela pequena e ao sentir que estava tão fortificada tomou todo o leite da tigelinha.
Havia também na casinha três cadeiras azuis. Uma cadeira era grande, a outra cadeira, média, e a outra, cadeira pequeninha. Cachinhos Dourados foi sentar-se na cadeira grande. Porém esta era muito alta. Depois foi sentar-se na cadeira média, porém esta era muito larga. então sentou-se na cadeira pequena, porém caiu com tanta força que esta se quebrou.
Entrou em um quarto que tinha três camas. Uma era grande, outra era média e a outra era pequeninha.
A menina deitou na cama grande, porém a achou muito dura. Em seguida deitou na cama média, mas ela lhe pareceu também muito dura.
Depois deitou-se na cama pequena. E esta foi tanto de seu gosto que Cachinhos Dourados adormeceu.
Estando Cachinhos Dourados dormindo, chegaram os donos da casinha., que era uma família de ursos, e retornavam de seu passeio diário pela floresta enquanto esfriava o leite.
Um dos ursos era muito grande, e usava chapéu, porque era o pai. Outro era médio, e usava coifa, por que era a mãe. E um outro era um ursinho pequeno e usava chapeuzinho: um chapezuinho muito pequeno. O urso grande gritou bem alto.
- Alguém provou o meu leite!
O urso médio resmungou um pouco menos forte.
- Alguém provou o meu leite!
O ursinho pequeno disse chorando e com voz suave.
- Tomaram todo o meu leite!
Os três ursos se olharam um ao outro e não sabiam o que pensar. Porém o ursinho pequeno chorava tanto que seu papai quis distrai -lo, disse a ele que não fizesse caso, pois agora iriam sentar-se nas três cadeirinhas azuis que tinham, uma para cada um.
Levantaram-se da mesa e foram à salinha onde estavam as cadeiras.
O que ocorreu então?
O urso grande gritou bem alto:
- Alguém tocou na minha cadeira!
O urso médio resmungou um pouco menos forte.
- Alguém tocou em minha cadeira!
O ursinho pequeno disse chorando, com voz suave.
- Sentaram em minha cadeira e a quebraram.
Seguiram procurando pela casa e encontraram o quarto de dormir. O urso grande disse:
- Alguém deitou na minha cama!
O urso médio disse:
- Alguém deitou na minha cama!
Ao olhar a cama pequeninha, viram nela Cachinhos Dourados, e o ursinho pequeno disse:
- Alguém está dormindo em minha cama!
A menina então despertou, e ao ver os três ursos tão chateados, se assustou tanto que deu um salto e saiu da cama.
Como estava aberta uma janela da casinha, saltou por ela Cachinhos Dourados, e correu sem parar pela floresta até que encontrou o caminho de casa.


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Tradução do Espanhol: Marciano Vasques
 

DESTRAVANDO A LÍNGUA

DESTRAVANDO A LÍNGUA

                                Tira a tiara da Iara tia.
  Tira da Iara a tiara tia.
       A Iara não usa a tiara tia.
       Não usa a tiara a Iara tia.


     
 MARCIANO VASQUES                      
                                                            

domingo, 14 de fevereiro de 2010

ROSPO, AS GATAS E O CIRCO

ROSPO,  AS GATAS E O CIRCO

Rospo olhava Alvinha e Penélope, as charmosas gatinhas que passavam, quando foi chamado pelo palhacinho Arzelindo:

- Oi menino!

- Olá! Quem é você?

- Sou Arzelindo. Estou procurando por ele.

- Ele?

- Sim, ele, o sonho, a alegria, a ilusão, a fantasia, a infância.

- Pôxa! De quem você está falando?

- Dele, o malabarismo, a gargalhada, a magia, o riso, a festa...

- Já sei, está falando do circo!

- Isso mesmo! Onde posso encontrá-lo?

- Sabe, Arzelindo, não quero entristecê-lo, mas circo é coisa do passado, não é? O circo envelheceu...

- O circo sempre existirá!

- Por que diz isso?

- Ele é como a pipa, o balão, o gibi, o pião, a bolinha de gude.

- Entendi. O circo é um menino.

- Sim. É isso que eu queria dizer.

As gatas que a tudo ouviam começaram uma conversa.

- Não gostei da história do palhacinho Arzelindo.

- Por que Penélope?

- Ora, essa história de que circo é um menino...

- E não é mesmo?

- Circo é uma menina também, devia ter dito “O circo é uma criança!”

- Verdade, mas...

- Além do mais, o circo está moderno. Claro que existem os antigos, que lutam para sobreviver com suas lonas rasgadas e seus animais maltratados.

- Animais maltratados?

- Claro! Dá pena ver leões magricelos, esfomeados, elefantes sem banho. É uma judiação.

- Concordo e acho desumano. A alegria não tem graça assim.

- Por isso que eu digo: “Viva o circo!”, mas sem animal maltratado.

Arzelindo, que ouvia a conversa, satisfeito, dá uma piscadela.

- “Que gatinhas espertas!”



MARCIANO VASQUES


Ilustração de Daniela Vasques

 

TATIANA BELINKY

COM TATIANA BELINKY

Tatiana Belinky é autora de mais de uma centena de livros infantis com deliciosas histórias.

CIRANDAS

Página do livro DUAS DEZENAS DE MENINOS NUM POEMA




A LIBÉLULA

Página do livro UMA DÚZIA E MEIA DE BICHINHOS 
 Clique sobre a imagem


CENICENTA/CINDERELA

 CENICENTA
 CENICENTA
Hubo una vez una joven muy bella que no tenía padres, sino madrastra, una viuda impertinente con dos hijas a cual más fea. Era ella quien hacía los trabajos más duros de la casa y como sus vestidos estaban siempre tan manchados de ceniza, todos la llamaban Cenicienta.estrella
Un día el Rey de aquel país anunció que iba a dar una gran fiesta a la que invitaba a todas las jóvenes casaderas del reino.
- Tú Cenicienta, no irás -dijo la madrastra-. Te quedarás en casa fregando el suelo y preparando la cena para cuando volvamos. Llegó el día del baile y Cenicienta apesadumbrada vio partir a sus hermanastras hacia el Palacio Real. Cuando se encontró sola en la cocina no pudo reprimir sus sollozos.
- ¿Por qué seré tan desgraciada? -exclamó-. De pronto se le apareció su hada madrina.
- No te preocupes -exclamó el Hada-. Tu también podrás ir al baile, pero con una condición, que cuando el reloj de Palacio dé las doce campanadas tendrás que regresar sin falta. Y tocándola con su varita mágica la transformó en una maravillosa joven.
La llegada de Cenicienta al Palacio causó honda admiración. Al entrar en la sala de baile, el Rey quedó tan prendado de su belleza que bailó con ella toda la noche. Sus hermanastras no la reconocieron y se preguntaban quién sería aquella joven.
En medio de tanta felicidad Cenicienta oyó sonar en el reloj de Palacio las doce.
- ¡Oh, Dios mío! ¡Tengo que irme! -exclamó-.   
Como una exhalación atravesó el salón y bajó la escalinata perdiendo en su huída un zapato, que el Rey recogió asombrado.
Para encontrar a la bella joven, el Rey ideó un plan. Se casaría con aquella que pudiera calzarse el zapato. Envió a sus heraldos a recorrer todo el Reino. Las doncellas se lo probaban en vano, pues no había ni una a quien le fuera bien el zapatito.estrella
Al fin llegaron a casa de Cenicienta, y claro está que sus hermanastras no pudieron calzar el zapato, pero cuando se lo puso Cenicienta vieron con estupor que le estaba perfecto.
Y así sucedió que el Príncipe se casó con la joven y vivieron muy felices.
. Cuando se encontró sola en la cocina no pudo reprimir sus sollozos.
- ¿Por qué seré tan desgraciada? -exclamó-. De pronto se le apareció su Hada Madrina.    estrella
- No te preocupes -exclamó el Hada-. Tu también podrás ir al baile, pero con una condición, que cuando el reloj de Palacio dé las doce campanadas tendrás que regresar sin falta. Y tocándola con su varita mágica la transformó en una maravillosa joven.
La llegada de Cenicienta al Palacio causó honda admiración. Al entrar en la sala de baile, el Rey quedó tan prendado de su belleza que bailó con ella toda la noche. Sus hermanastras no la reconocieron y se preguntaban quién sería aquella joven.
En medio de tanta felicidad Cenicienta oyó sonar en el reloj de Palacio las doce.
- ¡Oh, Dios mío! ¡Tengo que irme! -exclamó-.   
Como una exhalación atravesó el salón y bajó la escalinata perdiendo en su huída un zapato, que el Rey recogió asombrado.
Para encontrar a la bella joven, el Rey ideó un plan. Se casaría con aquella que pudiera calzarse el zapato. Envió a sus heraldos a recorrer todo el Reino. Las doncellas se lo probaban en vano, pues no había ni una a quien le fuera bien el zapatito.
Al fin llegaron a casa de Cenicienta, y claro está que sus hermanastras no pudieron calzar el zapato, pero cuando se lo puso Cenicienta vieron con estupor que le estaba perfecto.
Y así sucedió que el Príncipe se casó con la joven y vivieron muy felices.


CINDERELA
CINDERELA


Era uma vez uma jovem muito bela que não tinha pais, mas uma madrasta, uma viúva impertinente com duas filhas, cada qual mais feia do que a outra. Era ela que fazia os trabalhos mais duros de casa e como seus vestidos estavam sempre tão manchados de cinza, todos a chamavam de Gata Borralheira,
Um dia, o príncipe daquele país anunciou que ia dar um grande baile ao qual convidava todas as jovens solteiras do reino.
- Tu, Gata Borralheira, não irás! - disse a madrasta. Ficarás em casa esfregando o piso e preparando a janta para quando voltarmos.
Chegou o dia do baile, e a Gata Borralheira, desgostosa, viu partir as suas irmãs, até ao palácio real. Quando se encontrou sozinha na cozinha, não pode conter os seus soluços.
- Por que sou tão infeliz? - exclamou. De imediato apareceu a sua fada madrinha.
- Não te preocupes - exclamou a fada madrinha. Tu também poderás ir ao baile, porém com uma condição. Quando o relógio do palácio soar as doze badaladas, terás que regressar sem falta. E tocando-a com a varinha de condão, a transformou numa encantadora jovem.

A chegada de Cinderela ao palácio causou profunda admiração. Ao entrar no salão de baile, o príncipe ficou tão fascinando por sua beleza que bailou com ela a noite toda. Suas irmãs não a reconheceram e perguntaram quem seria aquela jovem.
Em meio de tanta felicidade, Cinderela ouviu tocar as doze badaladas.
- Oh, meu Deus! Tenho que ir-me! - exclamou - Feito um relâmpago, atravessou a sala, desceu a escada e em sua fuga perdeu um sapato, que o príncipe recolheu admirado.
Para encontrar a bela jovem, o príncipe idealizou um plano. Casaria - se com aquela que pudesse calçar o sapato.
Enviou todos os seus emissários a percorrerem o reino. As donzelas o provavam em vão, pois não havia nenhuma em que o sapato cabia.
Finalmente chegaram à casa de Cinderela, e logicamente suas irmãs não conseguiram calçar o sapatinho, porém quando o puseram em Cinderela viram com surpresa que nela ficara perfeito.
E então aconteceu que o príncipe com ela se casou e viveram felizes para sempre.

Tradução do Espanhol: Marciano Vasques

sábado, 13 de fevereiro de 2010

NO BREJO DO ROSPO - 7

A CRIATURA E A LETRA


- Ela é muito importante. Aliás, é a coisa mais importante em qualquer língua.

- Quem é ela, meu querido? – pergunta a pequena rã para o Ser que mora entre as flores. Uma criatura que só pode ser vista por uma criança, pois assume sua forma somente quando está diante de um coração puro.

- Veja se adivinha, pequenina rã. Uma escada vira espada que vira empada. Uma esmola vira escola que vira escova. Uma pomada vira uma tomada ...

- Continue, meu amiguinho...

- Um castelo vira uma costela. Uma janela vira uma panela. Canela vira caneta que pode virar boneca ou soneca. Assim como uma rosa vira uma roda e pato vira um prato que pode virar um pranto que pode virar uma planta que pode virar um planeta, tal como uma fita vira fila que pode virar uma figa ou um figo ou uma faca vira foca que vira toca como fada vira fado que pode virar fato que vira mato e um sapo vira saco como a égua vira água...

- Já sei, já sei, já sei!!! É a letra! Uma única letra muda uma palavra inteira, mas me diga agora, qual é o seu nome?

Como se aproximavam alguns Sapos adultos, a maravilhosa criatura desapareceu...

- Olá, rãzinha! Conversando com o jardim?

- É, titio. É... Com as flores talvez...- responde a pequena enquanto continua pensando:

- “Qual será o seu nome? Ah, se alguma criança soubesse!”

MARCIANO VASQUES
Ilustração: Daniela Alves Vasques